Os desafios culturais ocuparam o centro das discussões durante o PMDay PMO, que aconteceu na tarde de 28/09, no Global Tecnopuc. A programação, formada por quatro palestras, abordou temas como os desafios do impacto da cultura na colaboração e agilidade em projetos, o desenvolvimento organizacional nesse sentido, a influência do mindset ágil nas estruturas de PMO, e o papel do profissional na transformação ágil, que foi explorado através de um case da AGCO, maior empresa do mundo de maquinário agrícola, pelo responsável pelo PMO Global IT da AGCO, Juarez Poleto Jr. No final da tarde, foi realizado um painel de debates com os palestrantes e público.


O Diretor de Eventos Estratégicos do PMIRS, Luiz Adriano Ferreira, fez a palestra de abertura contextualizando a importância da cultura da mudança e da complexidade nas organizações. Ele ressaltou que, nesse contexto, é essencial considerar a relação entre pessoas, tecnologia e processos. Luiz citou diversas pesquisas, feitas na área do gerenciamento de projetos e com equipes de Escritórios de Projetos, atestando que questões culturais que não foram tratadas adequadamente representam um dos principais desafios da implantação de PMOs. O palestrante também lembrou que a cultura do gerenciamento de projetos vai ser deparada com a cultura das pessoas, de nacionalidades diferentes, da organização e dos diversos grupos de profissionais que atuam em uma empresa e projeto. Por tudo isso, estabelecer confiança é um  dos principais requisitos.

A pesquisadora e coach Elisete Pagano mostrou como é importante e possível desenvolver um ambiente e comportamento colaborativo. Para isso, a estratégia é conseguir que as pessoas certas colaborem nos projetos certos. Mas até conseguir isso, é preciso tabalhar alguns elementos nas organizações, observa a pesquisadora, que citou quatro barreiras que se opõem à colaboração: pessoas indispostas a buscar a colaboração fora da sua unidade, retenção intencional de informações incapacidade de encontrar informações e pessoas problemas de transferência de conhecimentos, relacionadas à questão da confiança entre as equipes.

Para que um ambiente tenda a ser colaborativo, a quantidade e a influência de pessoas colaborativas é fundamental. Caso contrário, a colaboração tende a ser conflituosa e sem resultados. Se acontece isso, está faltando líderes colaborativos que possam influenciar a própria cultura, acredita Elisete. "É essencial o desempenho de líderes colaborativos, já que o nosso temperamento influencia na construção da colaboração", ressalta.

Outro palestrante que explorou a promoção da colaboração foi o especialista Fábio Cruz, que relacionou um mindset ágil nas organizações com PMO com a promoção de ambientes ágeis.  Cruz ressaltou que um dos caminhos para isso são os três pilares do PMO: transparência, inspeção e adaptação. Além disso, para que um Escritório de Projetos seja ágil a gestão deve ser distribuída (com o empoderamento das pessoas e com a divisão de responsabilidades); deve existir o planejamento de um período de trabalho, ou seja, um funil de priorização; e os times devem trabalhar de uma forma auto-organizada.

29 de setembro de 2017