Existem vários motivos para aprendermos as diferentes formas de resolver um problema e as diferentes maneiras de lidar com os conflitos do nosso dia a dia.

Por mais que seja tentador usar o enorme ferramental à disposição para resolver os menores problemas do dia a dia, não devemos subestimar nossa capacidade de alongar e complicar tarefas simples. Caso contrário, corre-se o risco de investir recursos que são escassos na busca do parafuso “mais bonito”, quando o problema pode ser resolvido por um pequeno prego.

Quando se trata de gerenciamento de projetos, as empresas já perceberam que é preciso desenvolver um conjunto de habilidades e ferramentas para lidar de forma positiva com as mudanças, e a melhor solução para essa necessidade tem sido gerir projetos de forma assertiva.

É como se, de forma contínua, estivéssemos atualizando as opções que teremos disponíveis quando abrimos uma caixa de ferramentas para corrigir um problema.

Alguns fatores são, portanto, o caminho para que um negócio prospere nesse cenário: capacidade de se adaptar, agilidade, planejamento voltado para tendências e estratégias de gestão de projetos para viabilizar a solução ao que foi levantado.

Diante dessa realidade, aumenta a cada dia a importância da eficácia dos projetos e, na mesma proporção, a disseminação de conhecimentos que envolvem o gerenciamento de projetos em resposta às exigências do mercado.

A abordagem tradicional e a abordagem ágil são exemplos de metodologias que o gerente de projetos precisa conhecer e entender para saber quando cada uma poderá trazer valor ao projeto como um todo, e para as pessoas que estão envolvidas nele.

O cuidado que se deve tomar é apenas o de não tentar transformar uma metodologia na outra, trazendo burocratização extrema ao Scrum ou simplismo para processos importantes do PMBOK.

O respeito às premissas de cada modelo é importante, assim como saber escolher a dedo o que cada um pode agregar aos objetivos de cada projeto.

Analise os pontos positivos e negativos desses métodos de gestão de projetos, reconheça em quais projetos eles se aplicam e quais projetos deverão ser conduzidos em um método ou em outro. Conforme compreendemos o que está por trás da filosofia de cada método, vemos que em um mesmo projeto temos a chance de usar todos os prós de cada metodologia.

E assim, pouco a pouco, você vai formando sua caixa de ferramentas e a deixando mais robusta e preparada para os desafios que podem vir pela frente.

Autor: William Meller

19 de julho de 2017